"Se for falar mal de mim me chame, sei coisas horríveis a meu respeito" (Clarice Lispector)
quarta-feira, novembro 26
terça-feira, novembro 25
Micos
segunda-feira, novembro 24
Premio Dardos
Recebi da amiga Vera Vilela. A condição para usar o selo é a indicação de blogs que você gosta.
Os meus indicados estão Outras Viagens ai ao lado.
Obrigadão pelo carinho Vera!
Os meus indicados estão Outras Viagens ai ao lado.
Obrigadão pelo carinho Vera!
Infelicidade, TV e pescaria
Estudo recente realizado pela Universidade de Maryland, EUA, comprova que pessoas infelizes ficam mais tempo à frente da televisão. Quem sou eu para duvidar de pesquisas sérias e com base científica? Mas constatações dessa natureza me levam sempre a um devaneio.
Os tempos atuais, que daqui a pouco já serão versão beta, mudaram radicalmente nosso comportamento. Calma, sei, eu não disse nada de novo. Os perigos mudaram de endereço. Saíram dos quintais e das ruas pacatas de outrora, onde o maior risco era uma queda de muro ou de uma árvore, uma briguinha por causa de um jogo de bete ou pique bandeira, no meu caso, um tombo de carrinho de rolimã nas ladeiras ainda seguras de uma Belo Horizonte que, drumonianamente, virou retrato na parede e, estão agora vivendo lado a lado conosco em nossas casas. O mundo virtual transformou-se em campo minado, com grande poder de fogo, ameaça para nossos filhos, atraindo-os para armadilhas por vezes fatais. Paradoxalmente desenvolvemos diariamente mecanismos para patrulhar um mundo autorizado a entrar sem cerimônia em nossas alcovas.
Até o então inocente telefone virou arma de crime, e não estou me referindo às agressões cinematográficas com aqueles aparelhos pretos enormes não, falo de golpes variados praticados com o uso da invenção de Graham Bell. O isolamento familiar aumenta a olhos vistos. Raras as famílias que podem desfrutar de um almoço de domingo juntas. Não que todos não estejam em casa, mas um está no computador, outro, esse deve ser o mais infeliz, vendo televisão.
A prosa doméstica vem diminuindo. Se o filho quer falar com o pai, que mande um e-mail, ou que o adicione ao MSN. Viu as fotos de meu filho? Não? Estão no Orkut. O garoto está crescendo sô, tem tempo que não o vejo off line.
Até boletim escolar é virtual e pais só têm acesso se tiverem a senha. Se tiver nota vermelha fica uma semana sem computador ou sem ver televisão. Isso é que é castigo severo. Realmente as janelinhas de plasma, ficam mais tempo abertas do que as da casa, e o sol, a vida de verdade, presos do lado de fora. Também, quem liga?
Levantar da cama e correr para o quintal é coisa do passado na maioria das residências.
Abrir as cortinas, deixar os sonhos ou pesadelos saírem e se dissiparem à luz do dia está cada vez mais difícil. Cá pra nós, tem coisa mais estranha do que levantar e ficar de pijama até a hora do almoço? E luz acesa de dia? Mas voltemos à televisão como indicador de infelicidade e por tabela da falta de prosa doméstica. Outro dia um amigo me contou história que demonstra que os tempos modernos estão contaminando até nós mineiros de alma simples e caipira. O caso:
Dois compadres estão na barra do rio Tijuco pescando, bebendo uma cervejinha gelada e observando com atenção a bóia, quando um deles diz:
- Tonho, vou me separar da minha mulher. Já faz três meses que ela num fala comigo.
O outro, após refletir por alguns momentos, lhe diz:
- Pensa bem Zé, hoje em dia é muito difícil achar uma mulher assim, com essas qualidades...
Quanta tristeza. Estes dois devem ver televisão demais da conta.
Resta ainda uma dúvida a ser esclarecida pela tal pesquisa: se a felicidade leva as pessoas a ver menos TV, ou se o tempo em frente à TV leva à infelicidade.
Portanto, amigos, há esperança.

Novembro- 2008
No Jornal Correio AQUI
Os tempos atuais, que daqui a pouco já serão versão beta, mudaram radicalmente nosso comportamento. Calma, sei, eu não disse nada de novo. Os perigos mudaram de endereço. Saíram dos quintais e das ruas pacatas de outrora, onde o maior risco era uma queda de muro ou de uma árvore, uma briguinha por causa de um jogo de bete ou pique bandeira, no meu caso, um tombo de carrinho de rolimã nas ladeiras ainda seguras de uma Belo Horizonte que, drumonianamente, virou retrato na parede e, estão agora vivendo lado a lado conosco em nossas casas. O mundo virtual transformou-se em campo minado, com grande poder de fogo, ameaça para nossos filhos, atraindo-os para armadilhas por vezes fatais. Paradoxalmente desenvolvemos diariamente mecanismos para patrulhar um mundo autorizado a entrar sem cerimônia em nossas alcovas.
Até o então inocente telefone virou arma de crime, e não estou me referindo às agressões cinematográficas com aqueles aparelhos pretos enormes não, falo de golpes variados praticados com o uso da invenção de Graham Bell. O isolamento familiar aumenta a olhos vistos. Raras as famílias que podem desfrutar de um almoço de domingo juntas. Não que todos não estejam em casa, mas um está no computador, outro, esse deve ser o mais infeliz, vendo televisão.
A prosa doméstica vem diminuindo. Se o filho quer falar com o pai, que mande um e-mail, ou que o adicione ao MSN. Viu as fotos de meu filho? Não? Estão no Orkut. O garoto está crescendo sô, tem tempo que não o vejo off line.
Até boletim escolar é virtual e pais só têm acesso se tiverem a senha. Se tiver nota vermelha fica uma semana sem computador ou sem ver televisão. Isso é que é castigo severo. Realmente as janelinhas de plasma, ficam mais tempo abertas do que as da casa, e o sol, a vida de verdade, presos do lado de fora. Também, quem liga?
Levantar da cama e correr para o quintal é coisa do passado na maioria das residências.
Abrir as cortinas, deixar os sonhos ou pesadelos saírem e se dissiparem à luz do dia está cada vez mais difícil. Cá pra nós, tem coisa mais estranha do que levantar e ficar de pijama até a hora do almoço? E luz acesa de dia? Mas voltemos à televisão como indicador de infelicidade e por tabela da falta de prosa doméstica. Outro dia um amigo me contou história que demonstra que os tempos modernos estão contaminando até nós mineiros de alma simples e caipira. O caso:
Dois compadres estão na barra do rio Tijuco pescando, bebendo uma cervejinha gelada e observando com atenção a bóia, quando um deles diz:
- Tonho, vou me separar da minha mulher. Já faz três meses que ela num fala comigo.
O outro, após refletir por alguns momentos, lhe diz:
- Pensa bem Zé, hoje em dia é muito difícil achar uma mulher assim, com essas qualidades...
Quanta tristeza. Estes dois devem ver televisão demais da conta.
Resta ainda uma dúvida a ser esclarecida pela tal pesquisa: se a felicidade leva as pessoas a ver menos TV, ou se o tempo em frente à TV leva à infelicidade.
Portanto, amigos, há esperança.

Novembro- 2008
No Jornal Correio AQUI
História das Coisas
Aproveitando o gancho do "Verde que te quero ver" apresentamos a História das Coisas
Veja, divulgue, mude!
Veja, divulgue, mude!
História das Coisas, versão brasileira do documentário The Story of Stuff, de Annie Leonard:
O que é História das Coisas ?
Da extração e produção até a venda, consumo e descarte, todos os produtos em nossa vida afetam comunidades em diversos países, a maior parte delas longe de nossos olhos.
História das Coisas é um documentário de 20 minutos, direto, passo a passo, baseado nos subterrâneos de nossos padrões de consumo.
História das Coisas revela as conexões entre diversos problemas ambientais e sociais, e é um alerta pela urgência em criarmos um mundo mais sustentável e justo.
História das Coisas nos ensina muita coisa, nos faz rir, e pode mudar para sempre a forma como vemos os produtos que consumimos em nossas vidas.
domingo, novembro 23
sexta-feira, novembro 21
quinta-feira, novembro 20
Na mosca
quarta-feira, novembro 19
Ainda o café
(Para Luiz Antônio)
Todo o entorno do terreiro de café é mata e pasto sombreado, um encanto para todos os sentidos, a pele respira verde e o ar é de um amargo/doce indescritível.
Os cheiros se misturam como em receita de Vó: uma pitada disso, um punhado daquilo, um tanto e pronto, o mais nobre sabor da simplicidade.
Todo o entorno do terreiro de café é mata e pasto sombreado, um encanto para todos os sentidos, a pele respira verde e o ar é de um amargo/doce indescritível.
Os cheiros se misturam como em receita de Vó: uma pitada disso, um punhado daquilo, um tanto e pronto, o mais nobre sabor da simplicidade.
terça-feira, novembro 18
sexta-feira, novembro 14
Bate
Sabiá
quinta-feira, novembro 13
quarta-feira, novembro 12
Sem pieguice
"para rimar utilidade"
"Caminhoso em meu pântano,
dou num taquaral de pássaros
Um homem que estudava formigas e tendia para pedras,
me disse no ÚLTIMO DOMICÍLIO
CONHECIDO: Só me preocupo com as coisas
Inúteis
Sua língua era um depósito de sombras retorcidas, com
versos cobertos de hera e sarjetas que abriam asas
sobre nós
O homem estava parado mil anos nesse lugar sem
orelhas."
(Manuel de Barros)
"Caminhoso em meu pântano,
dou num taquaral de pássaros
Um homem que estudava formigas e tendia para pedras,
me disse no ÚLTIMO DOMICÍLIO
CONHECIDO: Só me preocupo com as coisas
Inúteis
Sua língua era um depósito de sombras retorcidas, com
versos cobertos de hera e sarjetas que abriam asas
sobre nós
O homem estava parado mil anos nesse lugar sem
orelhas."
(Manuel de Barros)
King of the Hill
terça-feira, novembro 11
segunda-feira, novembro 10
Chuva

Vento forte ontem à noite. O calor do dia foi aviso, assim como o alvoroço de centenas de andorinhas num céu de doer de tão azul. Fazendo verão?
Vento soprou do norte. Luz apagou e levou mais de hora para voltar. Gosto do escuro, do vento e da forte chuva que no repente desabou. Curtinha, durou quase nada. A Invernada em plena primavera não deve demorar. Tomara.
domingo, novembro 9
sexta-feira, novembro 7
Tributo a Obama
Yes we can!
Quando foi a última vez que você viu um trazer esperança a tantos?
Esse cara pode mudar o mundo para melhor se quiser. Que as luzes do Altíssimo o iluminem. O planeta pode ter ai sua última chance. Apesar do tal America for americans, não custa sonhar, quem viver, verá.
Quênia

Israel

Indonésia

Japão

Londres

Nova Deli

Paris

Pequim

Fotos:
"Sim, podemos” para a justiça e a igualidade. “Sim, podemos” para a oportunidade e a prosperidade. “Sim, podemos” curar esta nação. “Sim, podemos” consertar este mundo.
[Fragmentos do discurso de Barack Houssein Obama]
Quando foi a última vez que você viu um trazer esperança a tantos?
Esse cara pode mudar o mundo para melhor se quiser. Que as luzes do Altíssimo o iluminem. O planeta pode ter ai sua última chance. Apesar do tal America for americans, não custa sonhar, quem viver, verá.
Quênia
Israel

Indonésia
Japão
Londres
Nova Deli
Paris
Pequim
Fotos:
quinta-feira, novembro 6
Micos
Sumidos por uns tempos, os micos voltaram e trouxeram o resto da família. Eram apenas dois. Ontem contei 8, duas das fêmeas estavam carregando filhotes nas costas, contando os pequenos, o bando agora é de 12.
O percurso aos pulos:
De um oiti para moita de areca, de lá para o telhado, seguiram em fila indiana - aqui faltou a máquina fotográfica, a foto abaixo é de meu arquivo - para a jabuticabeira depois amexeira, salto para o urucum, cruzaram maninha-de-porta, esta uma prima da paineira, aos gritos e pinotes cortaram por entre as goaibeiras e limões china.
Cruzaram pasto pelo chão até centenária mama-cadela, correram para um ipê, depois brigaram na copa de uma cariota, resmungaram nas sete-de-copas e, finalmente em meu gigante jambolão ficaram em algazarra até o anoitecer.
O percurso aos pulos:
De um oiti para moita de areca, de lá para o telhado, seguiram em fila indiana - aqui faltou a máquina fotográfica, a foto abaixo é de meu arquivo - para a jabuticabeira depois amexeira, salto para o urucum, cruzaram maninha-de-porta, esta uma prima da paineira, aos gritos e pinotes cortaram por entre as goaibeiras e limões china.
Cruzaram pasto pelo chão até centenária mama-cadela, correram para um ipê, depois brigaram na copa de uma cariota, resmungaram nas sete-de-copas e, finalmente em meu gigante jambolão ficaram em algazarra até o anoitecer.
quarta-feira, novembro 5
Receita visual
terça-feira, novembro 4
Bombas cluster

Tratado Cidadão
As bombas cluster causam previsíveis e inaceitáveis prejuízos aos civis tanto no momento de sua utilização e por muitos anos depois.
Tenho a forte convicção de que essas armas são moralmente inaceitáveis.
Apóio plenamente o novo tratado internacional de proibição do uso, armazenamento, transferência e produção das bombas cluster.
Através de suas assinaturas e ratificação deste tratado, os governos se comprometerão juridicamente não só à proibição das bombas cluster, mas também a limpar terrenos contaminados e prover assistência para as vítimas e comunidades afetadas.
Através da minha assinatura no Tratado Cidadão, eu me comprometo em trabalhar para garantir que os governos vivam de acordo com as suas obrigações.
Mines Action Canada
Clique aqui e assine o tratado/manifesto clicando abaixo:
segunda-feira, novembro 3
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