terça-feira, abril 5

Carroças - parte 1

Imagine a cena: hora do rush. Não, essa palavra não combina com nossa cidade, não temos um rush de verdade, temos tumulto e pressa de sair do trabalho e correr para casa ou para o boteco. Rush é coisa para São Paulo, Belo Horizonte, Nova York. Por falar na capital em BH, há pouco tempo estávamos lá para ministrar curso em manejo de escorpiões. Compondo equipe de instrutores levei especial amigo e profissional de primeira linha da cidade do Prata.

Acostumado com a tranquilidade pratense, certa tarde, ao tentarmos, sem sucesso, cruzar a avenida Getúlio Vargas em plena Savassi na faixa de pedestre esperamos mais de 40 minutos na boca da noite rumo ao hotel. Ele, depois de dezenas de tentativas, desce da calçada, volta correndo, pula para trás, dois passos a frente, em coreografia digna de fina academia de ginástica, me saiu com essa:
— Esse pessoal daqui não trabalha, não? Será que não tem nada melhor para fazer do que andar o dia inteiro de carro?
No restou, além de rir e concordar, o trânsito de Belo Horizonte é caótico, lá tem rush, e como tem.

Mas voltando à vaca fria. Imagine a cena: hora do aranzé das seis da tarde aqui em nossa Uberlândia. Todo mundo apertado em nossas vielas estreitas e despreparadas para o atual volume de carros a circular agressivamente pelo centro.

À sua frente, caro leitor, segue em toada tranquila nada mais, nada menos do que uma carroça, e, obviamente, o carroceiro e seu cavalo. Para desespero do condutor, seu animal é, como todos os outros, por natureza, pouco dado a controle de esfíncter e regras sociais, resolve, na pureza de sua existência, como uma criança ou um cão de madame, durante seu harmonioso trotar, fazer suas necessidades.

O carroceiro, cidadão cumpridor de suas obrigações e muito bem informado, puxa as rédeas, para a condução, calmamente busca tateando sob o banco um saquinho de plástico. Não encontra. Puxa da memória e dá um empurrão com as costas da mão no chapéu, como a ventilar as ideias. As primeiras irritadas buzinas já se fazem ouvir na fila que rapidamente se formou bem coladinha na traseira do velho coche de trabalho.

Ah! Deixei na caixa de ferramentas – pensa com seus botões. Totalmente indiferente ao buzinaço que agora se faz ouvir a quilômetros, desce, pega o saquinho, procura a pazinha e calmamente recolhe o montinho de estrume que poderia infectar de pragas bíblicas a nossa cidade.

O cavalo, aparentemente indiferente, se mantém impávido a mastigar distraidamente o bridão. Obrigação cumprida, tão comprida quanto a fila, que, a essa altura, já faz curva lá pelas bandas da Nicomedes. Aqueles lá no final do congestionamento e que não fazem a menor ideia do cinematográfico e jamais visto congestionamento, já fora dos carros, se põem a perguntar angustiados o motivo de tamanha confusão. Será que aconteceu um grave acidente com direito a ônibus em chamas, carros de bombeiros e ambulâncias? Não, acho que foi um assalto a banco com cerco policial e tiroteio.

Um bicicleteiro sacana, vindo na contra mão do fluxo, da cabeceira da fila comenta entre dentes: foi um atentado a bomba, tem até esquadrão especializado lá; abaixa a cabeça para evitar ser flagrado em seu cínico sorriso frente ao atônito olhar dos imobilizados motoristas.
(continua)

Veja no Jornal Correio - Ponto de vista (em pdf)
ou no Correio Online

Jibóia arco-íris



Recolhemos ontem 04/04/2011 este belo animal em gramado de grande empresa no Distrito Industrial de Uberlândia. Existe uma área de reserva bem próxima e pertencente à empresa porém, sistematicamente, serpentes de lá se deslocam para as cercanias da fábrica. A escassez de alimento pode ser um dos fatores para tal movimentação

EPICRATES (SALAMANTA).

Nome Vulgar: Salamanta do sudeste, Jibóia arco-íris
Classe: Répteis
Gênero: Epicrates
Espécie:cenchria
Sub Espécie: crassus

Descrição:
Serpente de colorido belíssimo, variando em tonalidade do marrom ao castanho avermelhado com ocelos dispostos dorsalmente de cor creme. Suas escamas são iridescentes quando expostas contra a luz, o que lhe confere também o nome de jibóia arco-íris. Alimenta-se de mamíferos e aves, vive nas anfractuosidades do solo e pode atingir até dois metros. É vivípara, isto é, não põe ovos e pare os filhotes já prontos, tendo ninhadas de até 25 filhotes. Agressivas, mordem com extrema rapidez Habita campos, florestas, cerrado e caatinga. Ocorre desde o sul do Brasil até as divisas com o norte.

Clique nas fotos para ampliá-las




Fontes:

Fotos:
  • ©2011 William H Stutz

segunda-feira, abril 4

Escorpiões

Nossa querida amiga Denise - dá show em entrevista na CBN
Denise na foto com este que vós escreve, o Paulo de camisa da seleção ( cara pé frio sô) e o amigo Daniel, que agora está na Embrapa, mas à época do curso era no MS, o Coordenador Nacional de Peçonhentos . A foto é em Fortaleza em capacitação maravilhosa de manejo de escorpião que lá ministramos para a SES Ceará (Veja aqui)



Clica ai embaixo e curta.


domingo, abril 3

04/04


Amanhã 04/04 , "sem retrato sem foguete, sem luar sem violão" mas com incontida felicidade completo 28 anos de Prefeitura de Uberlândia. Se tivesse que tudo retomar começaria no exato ponto outra vez, e tudo faria de novo e de novo e de novo. Pensando bem, mudaria algumas coisas e pessoas sim. Nada drástico, nem um pouco dramático pois tudo aconteceu/acontece exatamente como o poeta Quintana previu:
Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!
Meus escorpiões, morcegos, serpentes, o Centro de Controle de Zoonoses, a PMU em si impregnadas em cada célula, em cada acordar. Foi para o DNA. É crime se realizar no trabalho? Então meu destino é prisão de segurança máxima ou manicômio. Me sinto Panglós O otimista de Voltaire.

Viva Eu, Viva Tu, Viva o Rabo do Tatu ! Bom domingo para todos. Vou ver o ar puro, respirar verde, brincar com terra e imitar passarinho








Um poema ao acaso

Às vezes vejo o vento e não consigo defini-lo em tão breve rajada
Às vezes vejo o vento
Simplesmente vejo o vento.

Poeminha nasceu assim, do nada, de troca de mensagens com Marília Cunha.
Ela assim, do nada deu nome.

sexta-feira, abril 1

Acabou não!

Mesmo que muitos queiram, sou pirracento:
o Mineira Pasárgada acabou não, ainda tem muita coisa para rolar, muita prosa para trocar !!! Acreditou? Então ó :

Acabou

O Mineira Pasárgada se despede. Deu o que tinha que dar. Sem mais delongas ou explicações ,é simplesmente o

quarta-feira, março 30

Testé sur des humains

Recebi do amigo Xico compartilho. É maravilhoso e mostra (tristemente) o que na maioria somos

segunda-feira, março 28

Insistência

Tanto fez essa rolinha do mato que acabou por achar canto para fazer seu ninho numa trave de meu telhado, começou em pleno domigo (27) de março. Deixa lá no sossego longe de gatos, gaviões e chatos. Logo teremos filhotes a piar

quinta-feira, março 24

Antonio Pereira

Convite,

Sr. Antonio Pereira da Silva e Livraria Nobel,

Convidam você e sua família, para o
lançamento do seu
novo livro "Velhos Italianos de Uberabinha"

Há se realizar na Livraria Nobel Uberlândia no dia 26/03/2011 (Sábado)
a partir das 10:30hrs.
Esperamos por você e sua família !

Praça Cícero Macedo N°03
Uberlândia - MG
Tel:(34)3229-0100

quarta-feira, março 23

Pensando, logo...

Encontro tanta gente amarga mundo a fora, jiló humano.
Guariroba em vida. Falta amor, pena

Em #Letras365

Evandro de Souza escreveu:

Beija-flor boêmio
só molha o bico
em copo-de-leite


Eu não resisti, repliquei:

Beija-flor boêmio
intolerante a lactose
só molha o bico
...em tullipa

segunda-feira, março 21

Pensando solto

Levantou com o pé esquerdo, o direito emburrado, teimava em ficar na cama afinal, era segunda-feira

sábado, março 19

Livre pensar

Então disse para amiga: Trocar palavras é como trocar olhares ou figurinhas de vida, é estrada de duas idas.

Mudanças

Com as mudanças climáticas dos últimos tempos, até os ditos populares estão se adaptando: Agora mano véio se diz: É... muita coisa vai rolar por cima da ponte. Quem viver verá.

Supermoon


De que nos adianta o mais intenso Perigeu Lunar dos últimos vinte anos se o céu está encoberto?
Espetáculos assim deveriam ser proibidos de ocorrer em dias chuvosos, e ainda mais em dia de enchente de São José.
Fecham-se as cortinas, platéia ausente.

quinta-feira, março 17

Here it comes...

(...) Here comes the sun, here comes the sun,
And I say it's all right


Little darling
The smiles returning to the faces
Little darling
It seems like years since it's been here (...)

Sun, sun, sun, here it comes...
Sun, sun, sun, here it comes...

George Harrison
The Beatles - Abbey Road - 1969

Fotos feitas agora, 3:33 !



terça-feira, março 15

Apa Udi

Repasso pedido de ajuda da @apauberlandia via nosso colega e amigo Renato Cury. Associação de Proteção Animal de Uberlândia. APA está precisando urgentemente de materiais para fazer curativos nos animais, como soro, esparadrapo, algodão, gase, e todo e qualquer tipo de medicamento cicatrizante, etc..

O endereço da APA é : Rua 01, número 512, Bairro Rancho Alegre. E o telefone da Dalca que é a presidente da Associação é o 8825-1810 ou 3211-5670

domingo, março 13

Mais um plágio

Lendo mais sobre tsunamis para tentar pelo menos entender a tragédia pela qual passa o povo japonês, e não é que sem querer, achei outro texto meu plagiado pelo mesmo "senhor"? Será que a falta de escrúpulos não tem fim?

Veja AQUI o meu texto publicado no Ponto de Vista do Jornal Correio em 14/04/2010 e abaixo o mesmo copiado e publicado no Jornal O Norte de Minas em 30/04/2010. Além de tudo o cidadão não dá nem prazo, vai logo copiando em publicando obras alheias.

AI ABAIXO NA ÍNTEGRA, O PLÁGIO
(Clica nas imagens que aumentam)




Dúvida domingueira


Assim como dúvido que cruzeirense assista missa do Galo, pergunto:
Torcedor do Grêmio comemora o dia Dia Internacional da Mulher ou outro dia Internacional qualquer??