quarta-feira, junho 15

Bicho doido

Queridos amigos Biólogos, ecólogos, naturalistas, trilheiros e afins
acabamos de receber aqui no laboratório esta estranha crisálida. Saberiam nos dizer do que se trata? Borboleta ou mariposa? Quem sairá daí? Estamos mantendo-a em um terráreo, agora é ter paciência
Fico no aguardo
Abração

É só clicar nas fotos que elas ampliam









Eclipse total


Ganhem alguns minutos de suas vidas hoje. Os astros nos darão um presente de valor inestimável
Teremos um Eclipse total da Lua hoje, 15 de Junho, 2011

No Brasil, o eclipse deve estar visível por volta das 18 horas e deve ter menos de duas horas de duração.
Apague as luzes e, da janela de sua casa, vá para seu quintal, para praça ou rua e olhe para o céu em deleite e reflexão. O quão somos pequenos e ao mesmo tempo importantes frente ao Criador.

Fica a dica, àqueles que se dispuserem, bom proveito.

segunda-feira, junho 13

Fernando Pessoa


123º aniversário de Fernando Pessoa - Obra Poética Veja AQUI

Obra de Fernando Pessoa para baixar no Portal Domínio Público do Ministério da Educação
Clique aqui

sexta-feira, junho 10

Toró

Foto Jornal Correio

Louco redemoinho de folha pó e vento
Dia se fez noite no cerrado.
Meu Ipê a balançar cabeleira em frenética dança tribal
Coqueiros dobravam em reverência e luta.
Arvoredos deitados esperavam em angústia o passar dos minutos/horas

Algo passou em vôo solo por sobre minha cabeça, algo grande sem forma. Distorcido.
Com o vento e o acender de luzes vieram sons secos de estalar de madeira e ferro
Nada era reconhecível.

A poeira em vida própria buscava cada fresta para se aninhar.
Por fim o tamborilar de imensas gotas se fez ouvir no telhado sem laje.
Trovões e coriscos. Torrencial chuva lavou o ar, as folhas, as almas.
Em segundos se fez calma.
Restaram destroços

quinta-feira, junho 9

Na asa do vento




Deu meia noite, a lua faz o claro
Eu assubo nos aro, vou brincar no vento leste
A aranha tece puxando o fio da teia
A ciência da abeia, da aranha e a minha
Muita gente desconhece
Muita gente desconhece, oi,lá rá, viu ?
Muita gente desconhece
Muita gente desconhece, oi,lá,rá, tá ?
Muita gente desconhece
A lua é clara, o sol tem rastro vermelho
É o mar um grande espelho onde os dois vão se mirar
Rosa amarela quando murcha perde o cheiro
O amor é bandoleiro, pode inté custar dinheiro
É fulô que não tem cheiro e todo mundo quer cheira
Todo mundo quer cheira, o,lá,rá, tá ?
Todo mundo quer cheira
Todo mundo quer cheira, o,lá,rá, viu ?
Todo mundo quer cheira

(João do Vale e Luiz Vieira)

Humor judaico



Recebi do amigo Beto de BH
Enquanto isso no oriente médio...
No cartaz está escrito em hebraico:



"Não sairei daqui enquanto não houver paz!"

quarta-feira, junho 8

Casal de Rolinhas

Agora moram na varanda da cozinha do quintal
Mais vida na varanda. Viva!

terça-feira, junho 7

Zona de (des) conforto

Charge do cartunista francês Emmanuel Chaunu



Pasmo fiquei com as declarações da superintendente regional de ensino, Joyce Magnini ao dizer que as nossas professoras e professores da rede estadual, não querem “sair da zona de conforto” para concorrer a um cargo de diretor onde (a)“responsabilidade (é) grande” em entreviata ao Jornal Correio ( veja aqui)

Se trabalhar em três escolas em tripla e árdua jornada diária, enfrentando as mais adversas condições físicas, mentais e materiais; preparar aulas, corrigir provas, estudar e se atualizar, relacionar com um universo múltiplo de personalidades de alunos e pais. Participar de uma infinidade de atividades extraclasse e tudo isso por um salário “desse tamaninho” e nunca nem ao mesmos serem valorizadas, além de, na maioria dos casos ainda ter que dar atenção e cuidar de sua própria família em quarta jornada for “zona de conforto” (!) Então não conheço o purgatório.

Sala de aula também é local de muita, mas muita responsabilidade, talvez até mais do que no “andar de cima”.

Respeitosamente recomendo à senhora superintendente assistir, se já não o fez, pequeno vídeo com lúcidas declarações da Professora Amanda Gurgel, uma voz que se fez ouvir pela consistência de seus argumentos, aliás fatos. Um retrato vivo da educação e do descaso para com nossos educadores e alunos em todo nosso Brasil segue o link http://youtu.be/8L1QYWYb8GY


sábado, junho 4

O assassinato do léxico




O Jornalista Ivan Santos deste Jornal Correio levantou a bola, eu matei no peito e coloquei no terreno, esperei prazo, li e reli opiniões, agora me atiro. “Português Popular”. O que se pretende verdadeiramente com esta agressão à língua portuguesa? Acabamos de sair de um acordo ortográfico indigesto e pouco debatido, para simplesmente jogar a pátria língua na lama dos chiqueiros do rei. Pisoteada será por aqueles que desdenham as massas, mas fingem acariciá-la.

E não me venham com esta conversa para boi dormir de que até o imortal Guimarães Rosa criou obra prima em português inventado, pois não cola nem em prosa de mesa de boteco, onde a idéia vem sendo discutida.
Leigo que sou, sinto que o que se propõe é um Construtivismo às avessas, pois segundo Piaget “nada é mais revelador do funcionamento da mente de um aluno do que seus supostos erros, porque evidenciam como ele “releu” o conteúdo aprendido.”

Pois bem, partindo do postulado acima, o que se percebe é um enorme retrocesso e praticamente decreta-se a morte do construtivismo.
O que sinto agora é um perpetuar do “nóis foi”, nóis vai” sem a preocupação de lapidar o aprendizado à perfeição.

Ora, o construtivista parte do princípio que “o conhecimento não é dado, em nenhuma instância, como algo terminado”. Portanto através saber prévio de cada um busca-se o correto, procura-se o culto. Não é o que vemos agora.
Emilia Ferreiro revolucionou o processo de alfabetização nos anos 80 onde, utiliza-se do conhecimento da cada individuo, dos “nóis foi” e do nóis vai”, como ferramenta de avanço e aprendizado, polindo sem agredir. O objetivo é alcançar, digamos ludicamente, o “nós fomos”, o “nós iremos”, de cotidiano honroso e correto, e não este brutal assassinato linguístico proposto.

Não concordo com o O articulista da Folha de São Paulo Clóvis Rossi (“Inguinorança”, 15/05) onde em seu texto joga toda a culpa no professor e alisa o MEC. O professor é sempre o último a saber e, acredito, vai se rebelar contra esta imposta prática.

Se para Emilia Ferreiro “o que as crianças aprendem não coincide com aquilo que lhes foi ensinado”, nesta nova proposta percebe-se exatamente o contrário. Quanto mais as crianças e adultos continuarem a acreditar no que lhes foi ensinado, menos chances terão de alcançar cidadania plena e, ficarão eternamente sob o jugo dos cultos letrados de um grupo dominante e temeroso de ver simples Zé das Couves, compartilhar de seus salões e gabinetes, ainda mais discutindo em pé de igualdade obras clássicas e política.

O discurso de melhorar a qualidade de ensino, de valorização do professor, merenda de qualidade, vai por água abaixo quando se pretende transformar a linguagem em simples cordel, bate papo de feira ou de campo de futebol.

Claro, ninguém quer ser pedante a ponto de utilizar o rebuscado português de Camões em uma roda de samba ou churrasco de cumeeira. Mas é fato que o verdadeiro conhecimento, o saber, deve ser universalizado uma vez que este nivela o indivíduo, aumentando exponencialmente suas chances de crescimento pessoal e social.

Não, não se trata de decifrar linguagem culta ou não, trata-se mesmo é de estranhas intenções ocultas ou estou tão enganado assim a ponto de ouvir o galo cantar e não saber onde?.
Plagiando Ivan Santos em “Português Popular” “Cem medu de sê felis”.


Publicado no Jornal Correio de Uberlândia em 04/06/2011
Veja AQUI

sexta-feira, junho 3

Bis


Ufa! Enfim sexta! Semana custosa, demorada. E para bagunçar ainda me vem esse frio todo. Esse tempo não foi feito para nós aqui no Triangulo, nem blusa temos direito.

É um tal de roupa sobre roupa posto que os armários andam quase nus de peças pesadas. Também para que? Usar duas ou três vezes por ano?
Cobertores são raros. As mantas de tear trançadas em linha ou algodão fino, cardadas e e fiadas aos nossos olhos, estas sim temos aos montes.

Sorte nossa é a pesada e multicolorida colcha de lã feita por Vó Filinha, crochê suave, levou sete anos para ficar pronta, imensa, e foi presente de casamento para primeira neta. Vez ou outra sai da canastra e nos salva. Vó pensa em tudo, até em mudanças climáticas que ela jamais iria ver. Vaticinou.

Não amigo visitante de minha Mineira Pasárgada, não estamos em Cuiabá. É nossa Uberlândia mesmo, onde o frio do tempo é raro, já o das pessoas ...

Mas está passando e salvam-se todos, pinguins e humanos.
Abre o peito e encara o fim de semana, que como sempre será ótimo.

Sobre mantas, temos dezenas, coleciono. Acho que já disse isso antes aqui. Cada lugar que vou procuro. Assim cada uma tem uma história, assim nos aquecem o corpo e lembranças.

terça-feira, maio 31

Semana do Meio Ambiente UFU

Recebi do especial amigo Prof. Dr. Turibio da Faculdade de Engenharia Civil da UFU

A programação completa da Semana do Meio Ambiente daquela instituição
Clique na imagem abaixo para ampliá-la

Semana no campo II

Clica nas fotos que elas aumentam





quarta-feira, maio 25

sexta-feira, maio 20

Festança

Vamos lá pessoal ! Melhor que festa no céu. É de fazer inveja nos bichos !!!
Clica que aumenta a imagem

Urutau

Fora de casa Urutau disfarça em cerca de escola, resgatamos para soltar em APP. Lugar de bicho é longe de gente. Este passou primeiro pelo Zoo, de lá, esperamos, toma rumo da mata





quarta-feira, maio 11

Martha Graham






The Story Behind the Graham Google Doodle

How do you fit seven decades of American innovation into 15 seconds? That was the challenge when Google asked us to collaborate on a Google Doodle to celebrate Martha Graham’s birthday.

Martha Graham (1894–1991) is known as one of the great creative minds of the 20th Century, often compared with such greats as Picasso, Einstein, and Stravinsky because she made such radical change through the power of her discoveries. In the 1920s and 30s she created a completely new style of dancing and revolutionized dance and theater worldwide. Many of Graham’s groundbreaking ideas are referenced in the five dancing figures of the Martha Graham Google Doodle. Here are just a few clues and links to help you decipher the Doodle.

Vale conferir o verdadeiro significado de cada movimento. Google foi simplesmente genial marthagraham.org

terça-feira, maio 10

Prateleira

Ando assim, tantos poemas embrulhados em gasto papel manteiga.
Alguns de vez, aguardam amadurecer. Outros se perderam em traças e bolor.
Ficou o calor, o louvor
Ficou o amor/rancor?

sexta-feira, maio 6

Music of Joy

Clique no panfleto abaixo para ampliá-lo



"MUSIC OF JOY, que estará aqui em Uberlândia no dia 8 de maio, domingo, dia das mães no PALCO DE ARTE, às 20 horas. ENTRADA FRANCA.

Se não puderem vir aqui, e também tiverem amigos e parentes em Araguari , no dia 7 de lá, em Araguari acontecerá a mesma apresentação no Teatro ODETE às 19hs30 também com ENTRADA FRANCA.

E ainda, quem tem parentes ou amigos em Catalão , dia 10 de maio no Anfiteatro do Campus da Universidade Federal de Goiás às 19h30 também acontece o MUSIC OF JOY.

Esse espetáculo está percorrendo o Brasil e sempre é uma alegria imensa assisti-lo!

O indiano, Sandeep Boudanker, fará apresentações musicais e também da DANÇA CLÁSSICA KUCHIPURI a qual ele é considerado Doutor na Índia.
Os músicos que o acompanham: Eduardo Roscoe (TABLA) e Bruno Descaves( Violino) são maravilhosos."


Texto: Fernanda Bevilaqua

terça-feira, maio 3

Cerzideira invisível

Para moço de Uberaba, um simples cidadão do interior, como se autointitulava, nascido e criado no Amoroso Costa e recém-chegado à capital, esta Belo Horizonte oferecia muito desafio e novidade. A começar pelo aperto que as montanhas ofereciam aos vindos do cerrado livre de serras e daquela terra esquisita e feia, onde difícil era acreditar que algo ali vingava.

Mas nada melhor para conhecer a antiga Curral Del Rey do que andar de ônibus e espiar pela janela. A linha Getúlio Vargas 23 dava volta quase completa na av. do Contorno e dava visão geral dos quatro cantos da metrópole. Pegando ali na praça da ABC, podia-se admirar, um pouco à frente, o movimento da sorveteria Seu Domingos, onde, se desse sorte, duas ou três meninas de saia plissada cinza, blusa branca e a indefectível gravatinha verde, uniforme tradicional do Colégio Estadual, entrariam ônibus adentro ainda a saborear delicioso sorvete em casquinha de biscoito. Mais adiante, a praça e a padaria Savassi, de onde sempre vinha constante delicioso cheiro de pão fresco, fornada a cada 10 minutos. Uma olhada para direita e daria para ver o movimento à frente do Cine Pathé, que, como quase todos os espaços ocupáveis Brasil a fora, virou igreja evangélica. Hoje, se não estou enganado tem lá é um estacionamento.

Adiante, depois da curva à direita, passava-se pela boca do bairro Santo Antônio até beirar bem lá na frente o primeiro ponto na rua Rio de Janeiro. Ali desciam as meninas e os frequentadores do Minas Tênis. Mas nada mais interessante do que observar anúncios e placas. Lojas Peps, Churrascaria Camponesa, Casa Sloper e seus anúncios chiques ladeavam o popular cartaz da Loja Abdalla: “O Abdalla é fogo na roupa, é roupa na fogueira pra queimar em grande escala”. E a vida do estudante do cerrado corria solta cheia de novas mensagens.

Certa feita, quase chegando ao ponto final do ônibus, displicente olhou para as janelas do edifício Maleta e deu com uma placa que iria tira-lhe o sono por muitos dias. A placa, em papelão de caixote apresentava em letras garrafais apenas duas palavras: CERZIDEIRA INVISÍVEL. Só isso, mais nada, mas foi o bastante para a imaginação do jovem do Triângulo ir até “Vila dos Confins” ou até Macondo dos Buendía da infância, buscar entendimento para aquilo. Cena fantasmagórica, som de ranger de velhas dobradiças povoavam seus pensamentos. Imaginou-se batendo à porta daquele lúgubre apartamento, a porta lentamente se abrindo.

Lá dentro, a penumbra e o forte cheiro de incenso, um som desconhecido o guiaria até uma sala, onde uma figura em negros trajes, rosto oculto lhe estenderia magra mão. Haveria um saco de ossos escondido em algum canto? Seu coração acelerava e frio lhe percorria a espinha só de pensar o que mais ali poderia acontecer. Uma vela acessa varia silhuetas a dançarem frenéticas paredes. A paralisia do medo que o impedia de sair de lá a galope. Temor sem pé nem cabeça, mas que atravessaria o tempo. Só saia de seus pensamentos quando o ônibus chegava ao ponto final. Rápido descia rumo à faculdade.

Costurava a calçada, até chegar ao viaduto da Floresta. Num lance de olhar sem intenção nenhuma, topa com outra placa pregada no sujo concreto: PASSA-SE TRU TRU. Pronto! Era mais uma viagem imaginária garantida a lhe fazer companhia em seu solitário cotidiano urbano.





Publicado no Ponto de Vista Jornal Correio