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A foto denúncia magistralmente capturada pelas lentes de Muriel Gomes, estampada na primeira página do nosso Jornal Correio de hoje, 3 de julho, é um retrato claro da insanidade humana.
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Em chamas, como a pequena Phan Thi Kim Phuc, a criança sul vietnamita vítima "acidental" de fogo "amigo", atingida por agente laranja e bombas napalm no Vietnam em 1972, a árvore no Alto Umuarama, guardando-se as proporções registre-se, torna-se vergonhosamente mais um símbolo regional do desrespeito para com a vida. Vítimas inocentes de uma guerra interior, de pessoas inescrupulosas, frustradas, sós.
É a triste constatação de que muitos carregam em suas almas, em sua cultura o sentimento de serem juízes de uma inquisição contemporânea, tão vil quanto aquela criada inicialmente pelo famigerado concílio de Verona, onde a natureza é o inimigo silencioso e sempre condenado à fogueira da insanidade, da estupidez.
Repúdio e revolta, é o que sinto, asco. Já não basta a violência contra os homens, indefesa a natureza em chamas padece.
Quanta vergonha. Até que ponto pode chegar horror de atos humanos.
Merecemos o planeta? Não encontro resposta.
Phan Thi Kim Phuc carregada de cicatrizes no corpo e na alma sobreviveu para contar sobre seu inferno pessoal. A quem caberá contar o pesadelo, o sofrimento de nossas árvores, de nosso ecossitema?
Fotos assim marcam para sempre aqueles que ainda conseguem se indignar com destempero de alguns, com o total vazio de sentimentos para com homens e natureza.
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Fotos:
Muriel Gomos - Jornal Correio, 200 7
Nick Ut - Associated Press, 1972
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