quarta-feira, janeiro 31

Para Sarah


Saudosa de casa


Amiga
até as aves migram quando em vez. Faz isso. Quando bater saudade insana, migra para os trópicos em pensamento e alma.

Toma um suco que açai, belisca uma jaboticaba, mordisca um peroá fritinho. Um chopp gelado, um caldo de cana.
Deixa o calor de nosso sol brincar em sua pele. Sente, sente o carinho. Morno e bom.
Risonho e lindo.

Fecha os olhos. Sinta a brisa fresca do mar cor de esmeralda de Búzios ou de Maragogi, o respingar das ondas quebrando alegres em alva praia. Ouça o grito alegre das gaivotas a rodear os barcos, pairando livres em azul moldura. Gritam/piam esfomeadas e saqueadoras.

Mata a vontade, mata a saudade. Quando perceber, nem se dá conta.

Pronto, está preparada para mais uns dias em estranhas terras, frias e vazias.
Tenta, dá certo, comigo sempre funciona.

Um comentário:

Anônimo disse...

Boa Noite, Willian!

Bom, primeiro quero lhe parabenizar por tão belas palavras.
Depois, quero lhe agradecer pela correção de minha reportagem, em uma carta enviada ao jornal.
Isso prova que minhas matérias estão sendo lidas e levadas em consideração.
Infelizmete o ser humano é imperfeito e vez ou outra pode errar. Mas tenho maturidade e profissionalismo suficientes para reconhecer o erro e seguir em frente, sem me deixar abater.
Foi realmente um deslize que, com certeza, não voltará a acontecer.
Muito Obrigada,
E aparbéns mais uma vez!
Manuella Garcia