segunda-feira, julho 2

Eu e os bichos

Vários amigos curiosos em saber para o que estou a olhar na foto ao lado.
Atendendo a pedidos por cartas, e.mails, passeatas, notas em jornais e sinais de fumaça, ai vai: eu e um pequeno lote de meus Tityus serrulatus, de nosso laboratório (Prefeitura de Uberlândia/Secretaria Municipal de Saúde).

Vinte e cinco anos, quase uma vida, estudando e aprendendo com essas fantásticas máquinas da evolução e pouco se sabe realmente sobre eles, afinal são 400 milhões de anos de frente.
Conheça também pequeno site que fizemos com alguns dos maiores cartunistas do Brasil:
Arte e saúde: O escorpião na visão de nossos artistas clique AQUI

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sábado, junho 30

Reforma - Sexto dia



ELE descansou no sétimo dia. Como somos, em nossa insignificância e presunção, apenas seus filhos, pegamos o sexto também.
Enquanto descansamos carregamos pedras, hora de tornar o nicho habitável novamente.
Faxina geral, pouco tempo agora para contar, depois volto.
Para não escapar: bem cedinho, agorinha mesmo, o sol rompeu caminho por fresta de tapume e roubou cena. Nesga de maravilhosa luz. Pulseira de todas jóias, pedras preciosas: ametistas, turmalinas, citrinos verdes, água-marinhas, topázios imperiais, lápis-lazulis, esmeraldas, quartzo-rosa em profusão, esta a pedra do chackra do coração, rubis. Viva, vida.

Luz amarela em horizontal formato por onde bailavam em mil cores, como todo um sistema solar, infinitos e minúsculos grãos da terra. Harmônico balé matinal, prenuncio de mais um lindo dia, alento. Depois conto mais, pois como sexto esse dia não conta.
Muita água, vassoura, sabão nos espera.

Reforma - Quinto dia

Algumas paredes subindo, outras ainda sendo abatidas. Os cirurgiões do concreto dissecaram cantos e meios deixando à mostra vasos multicoloridos, artérias e veias eletrificadas.
Me ponho a imaginar como será colocar tanto em seus lugares funcionando novamente.A moldura da janela está criada, mostrando um pouco de como será.
Estamos todos ressequidos em pó de cerrado.
Sexta-feira por si só já traz cansaço, imagina em obras.

sexta-feira, junho 29

Durma-se

com um barulho desse



Saiba mais sobre esse teatro AQUI

Nota de esclarecimento

Recebi de Delcides,
Ah bom, então tá certo... agora entendi.

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Reforma - Quarto dia

A casa, agora metamorfoseada em Alésia pós César. Alésia? Onde fica Alésia?
Pó nosso de cada dia, nos dai hoje. Poeira daquela que, como fumaça de filme de Nosferatus, se espalha aos rolos, musicalmente silenciosa, passa por debaixo das portas e põe-se em ninho por todas as frestas e cantos.

Paredes começaram a cair abatidas a marretas, ponteiras e talhadeiras.
Integração de espaços, o lá fora passou para dentro. Não há barreiras. Acordei na madrugada pensando que estávamos "somewhere over the rainbow way up high".

A lua quase cheia ilumina parte da casa por dentro, o piso sob seu brilho parece praia de prata. Pegadas conhecidas, outras não, se encarregam de levar o suor das paredes quebradas para outras paragens, distantes da reforma.
É o monopólio do refazer. As crianças espalham-se, improvisando recantos, heroicamente resistem, sorriso trocista, vamos bem levando. Laica, nossa canina companhia, voluntariamente preferiu o canil à sombra da árvore.

Por Tutátis! Alésia!? Onde fica Alésia!?
Como alguns poucos gauleses, somos irredutíveis...

"Somewhere over the rainbow
Skies are blue,
And the dreams that you dare to dream
Really do come true."
("Somewhere Over the Rainbow"
Harold Arlen e E.Y. Harburg)


PS: Nunca leu Asterix? Então uma ajuda sobre Alésia AQUI ora bolas!

quinta-feira, junho 28

Culpa

Fui, vi e gostei,
A frase genial do Simpson pai Homer está no blog da Rosana Hermann

"A culpa é minha e eu ponho ela em quem eu quiser"

Beija-flor da Gigi


O pequeno está com a asa quebrada. Com o trato e carinho da Gigi (colega lá da odontologia) já está quase bom.
Logo, livre poderá voar "ao infinito e além".


Conhecer para proteger



Foto de Diphylla ecaudata por Márcia Baptista - Projeto Vida de Morcego
enviada para nosso Projeto Morcego Livre

Recebi de Ludmilla Aguiar bióloga pesquisadora e especialista em morcegos da EMBRAPA - DF.
Um exemplo de raro trabalho não apenas sobre morcegos, mas para os morcegos.


27/06/2007 - 07h10
Morcegos que contraíram raiva são nocivos por pouco tempo, diz estudo
da France Presse, em Paris


Um estudo a respeito da raiva entre os morcegos conforta a decisão tomada pela União Européia de proteger estes mamíferos, afirma um estudo a ser publicado nesta quarta-feira (27) pela revista americana "PloS ONE". O vírus da raiva analisado não está presente no Brasil.

O estudo, "o maior já realizado sobre morcegos", ficou a cargo dos especialistas Hervé Bourhy (Instituto Pasteur, Paris) e de Jordi Serra-Cobo (Universidade de Barcelona, Espanha).

Foram acompanhados mais de 800 morcegos insetívoros da espécie Myotis myotis (morcego rato-grande) nas ilhas Baleares, na Espanha, por 12 anos.

Os pesquisadores calcularam o tempo durante o qual um morcego infectado poderia contaminar outro animal: cinco dias em média.

Os estudiosos demonstraram que a infecção pelo vírus responsável pela raiva não provoca a morte dos morcegos e não modifica seu comportamento, ao contrário do que acontece entre os cachorros e as raposas, por exemplo.

"Mesmo que nós tenhamos confirmado o risco potencial de transmissão do vírus responsável pela raiva dos morcegos ao homem, nós também mostramos, pelo menos com relação à espécie estudada, que este risco é limitado no tempo", comenta Hervé Bourhy.

"A dinâmica da infecção entre os morcegos põe em evidência a decisão tomada pela Europa de proteger estes animais e de não destruir as colônias nas quais há raiva", disse ele.

"A única medida razoável hoje é, como o que foi feito em Baleares, de proibir o acesso às grutas que abrigam os morcegos suscetíveis a serem infectados", afirma o especialista.

A raiva, fatal e mais freqüentemente transmitida por cães, causa cerca de 50 mil mortes por ano no mundo. Não há tratamento após a instalação da doença --a única possibilidade de combatê-la é por meio de tratamento preventivo, com vacina.

Os morcegos estão na origem de poucos casos entre humanos. Na Europa, apenas quatro foram registrados desde 1985: um na Finlândia, um na Escócia, um na Ucrânia e um na Rússia.

As unidades do Instituto Pasteur em Paris e Túnis coordenam o programa (www.rabmedcontrol.org) financiado pela União Européia, com o investimento de aproximadamente R$ 2,8 milhões em três anos. A intenção é eliminar a raiva da África do Norte. A doença provoca centenas de mortes por ano na região.

Na França e na União Européia é proibido matar, capturar ou comercializar morcegos. Tocar em um animal doente ou morto é algo desaconselhável.

Publicidade criativa I

Recebi da amiga e colega Médica Veterinária Andrea, lá de Belo Horizonte.
Repasso algumas, se quiser mais é só escrever que mando.

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Publicidade criativa II


quarta-feira, junho 27

Vanguadeiros

Recebi de Cristiano, compartilho.

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Aguardente

Não há desencanto de amor, paixões bem resolvidas.
Amigos os tenho, poucos. Porém forjados em boa têmpera.
Inoxidáveis, eternos.

Com o Criador mantenho bom cortejo, sem intermediários.
Não confesso a homem que se diz, arrogantemente, santo.

Me deixo levar pela louca vida embriagado e em permanente torpor.
Fardo árduo. Empreita difícil.
Me embriago em busca de centelhas de êxtase, de verdadeira razão.
Me embriago.
Atormentado, padeço à mingua de vida não correspondida.

Reforma - Terceiro dia

Pedreiro vem hoje não. Morreu parente em Monte Carmelo.
Faz viagem. Dois descansos, um eterno.

terça-feira, junho 26

Reforma - Segundo dia II

Acabou de acabar. Betoneira, furadeira o dia todo.
Conto mais hoje não.
Conto sim, coisa pouca. Esperei escurecer, troquei uma de minhas caixas de Jataí (Tetragonisca angustula) de lugar, amanhã uma das paredes acaba de chegar. É uma caixa cubo do prof.Kerr, as do Paulo Nogueira Neto (PNN) não estão estrovando a obra.

Serenata na Oficina

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Reforma - Segundo dia I

Madrugada ainda.
Arrastar de móveis, um guardar de almofadas, quadros e livros sem fim.
Hoje efetivamente a reforma e o pó adentrarão a casa.
A velha porta com seus múltiplos vidros jateados e geométricos desenhos será retirada. Cúmplice de tanto entra e sai, dirigi a ela olhar tristonho e lembrei de Alice: "BEBA-ME" dizia uma etiqueta redor do gargalo da garrafa - lembram da história?
Beberia com prazer, sentiria o delicoso sabor de "mistura de torta de cereja, creme de ovos, leite e açúcar, abacaxi, peru assado, toffy e torradas quentes", pois só assim, pequeno poderia passar por portal de tamanhas lembranças.
Mudanças fazem sempre algumas baixas, previsíveis, mas são sempre baixas.
Amanheceu frio.

segunda-feira, junho 25

Reforma - Primeiro dia


Recebimento de material: areia fina e média, cimento, brita, tijolo, tábuas, pregos, cal, ferro...
Caçamba.
A porta, imensa, chega amanhã. Fica encostada sem serventia própria por uns dias.
Descansa e observa.
Marcação e traços, brumo e esquadro furação de brocas. Começou a poeira.
E a cachorra acostumada com soltura, amarrada no pé de jabuticaba. Tem sombra e água fresca, não basta, carece de liberdade.
Com reforma quebra-se rotina até, ou principalmente de cão.

Reforma

Ando um pouco distante, sumido mesmo. Começamos hoje reforma em casa.
Tiramos pedaço de garagem transformamos em bela sala iluminada por imensa janela.
Atônitos uns, indignados outros por me ver comer varanda.
Respondo com pergunta: Conforto e espaço para as gentes ou para carros?
Vou contando o derruba/ levanta.

Não gostou?

Recebi do amigo e querido Irmão Leonel.
Repasso, vale atenta leitura


NÃO GOSTOU? RELAXA E GOZA
Por Reinaldo Azevedo


Temos um governo que é delinqüente também intelectualmente. O “relaxa e goza” da ministra turista e turística Marta Suplicy não foi só um escorregão, não. A fala é a manifestação de um mal bem mais profundo. Na sua aparente frivolidade, há muito de pura perversidade. É até penoso lembrar que o “relaxa e goza” da ministra são duas orações principais que têm uma subordinada condicional. O período composto inteiro é assim: “Se o estupro é inevitável, relaxa e goza”. O alcance denotativo do que diz esta senhora é o seguinte: “O caos nos aeroportos é inevitável, então tratem de se conformar”.

Já a lição de política que ela transmite é terrificante: o estupro, em sentido amplo, representado pelo petismo, não pode ser evitado. A psicóloga não se dá conta do peso simbólico de sua fala: ela nos ameaça com a tirania; ela está dizendo aos brasileiros que não adianta lutar, que não adianta espernear. A cada um se nós resta a passividade diante do agressor. Temos de nos entregar aos nossos algozes. Depois, ela divulgou uma nota que acrescenta uma estupidez nova à fala. Diz-se também ela vítima dos problemas aéreos, como se, integrante do governo, não pertencesse à equipe que tem de apresentar soluções. Cínica quando fala o que lhe dá na cabeça; cínica ainda quando tem tempo de refletir.

Marta não é uma exceção no governo Lula. Ela é a regra. Seu chefe participou do lançamento do Plano Nacional de Turismo. E vandalizou, como de hábito: “O que a gente vê de bonito na imprensa brasileira? Quais são as mensagens que nos provocam a viajar no final de semana? Não tem. Se fala de Pernambuco, é morte; se fala do Ceará, é morte, se fala da Bahia, é morte. Aí a pessoa diz: ‘Espera aí, não vou sair daqui não, vou ficar dentro de casa’. E ainda olha, vê se não tem uma fresta, para não vir bala perdida’". Não há interpretação alternativa para o que ele diz: a violência é uma invenção da imprensa. Sim, senhores: Lula está nos dizendo que os crimes e as balas perdidas são inevitáveis. E manda um recado ao cidadão: “Relaxa e goza”.

Dirigindo-se aos governadores, afirmou: "Não basta ficar falando bem do Acre dentro do Acre, os acreanos já sabem. Agora, se fizer isso, vão dizer: ‘Está gastando dinheiro’. Já vai o Ministério Público abrir um processo, já vai um deputado de oposição criticar, já vai fazer um monte de coisa. Porque, neste país, ainda há um tipo de gente que precisa ter muita desgraça para ele poder existir". O presidente da República acaba de enxovalhar pilares dos regime democrático. Ministério Público, oposição e imprensa, como a gente vê, enchem a sua paciência, não o deixam governar em paz. Lula não quer dar bola para essa gente. O negócio dele é relaxar e gozar.

Deu ainda exemplos do que seria uma relação conjugal de um casal que não viaja: o homem de “cuecão”; a mulher fazendo limpeza no pé do marido, e este dando “um coice” na patroa. A platéia riu. Lula é o bobo da corte do próprio governo. Sua vida doméstica deve ser um lixo. Eu especulo sobre a dele porque ele especula sobre a nossa.

Dirceu

José Dirceu falou ontem num congresso de metalúrgicos da CUT. Ele também não gosta da imprensa. Como Lula. Segundo disse, “nunca foi tão possível como agora” democratizar os meios de comunicação, usando a “regulação e a concorrência do setor”. Este democrata vê uma "profunda divisão dos formuladores de comunicação no Brasil". E convida: "Há uma possibilidade real de aproveitarmos esse momento". A “divisão" a que ele se refere deve ser o jornalismo áulico, que vive às custas da papa fina das estatais.

O governo a que pertence o Lula que não quer violência no jornalismo e o Zé que pretende usar as leis de regulação — como Chávez, na Venezuela, mas com mais suavidade — é o mesmo que pretende criar a TV oficial e reintroduzir a censura prévia no país, com a concordância cúmplice de alguns idiotas da própria mídia. “Aproveitar”, como diz o Zé, as divergências do campo democrático para impor a sua agenda é uma prática clássica da esquerda — mesmo sendo o esquerdismo petista.

Não gostou? Relaxa e goza!

quinta-feira, junho 21

Um Stradivarius no Metrô

Recebi de Dionisio Teles

"Muito interessante mesmo.....leiam, e vejam o clip depois. Saiu no jornal "O Globo" de domingo passado.

Numa experiência inédita, Joshua Bell, um dos mais famosos violinistas do Mundo, tocou incógnito durante 45 minutos, numa estação de metrô de Washington, de manhã, na hora do rush, despertando pouca ou nenhuma atenção. A iniciativa foi do jornal "Washington Post", com a idéia de lançar um debate sobre arte, beleza e contextos.

Ninguém reparou também que o violinista tocava com um Stradivarius de 1713 - que vale 3,5 milhões de dólares. Três dias antes, Bell tinha tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam 100 dólares.

Ali na estação de metrô foi ostensivamente ignorado pela maioria, à exceção das crianças, que, inevitavelmente, paravam para escutar Bell... Segundo o jornal, isto é um sinal de que todos nascemos com poesia e esta é depois, lentamente, sufocada dentro de todos nós.

"Foi estranho ser ignorado" disse Bell, que é uma espécie de 'sex symbol' da música clássica, vestido de jeans, t-shirt e boné de basebol, interpretou "Chaconne", de Bach, que é, na sua opinião, "uma das maiores peças musicais de sempre, mas também um dos grandes sucessos da história".

Executou ainda "Ave Maria", de Schubert, e "Estrellita" , de Manuel Ponce - mas a indiferença foi quase total.

Esse fato, aparentemente, não impressionou os usuários do metrô. "Foi uma sensação muito estranha ver que as pessoas me ignoravam", disse Bell, habituado ao aplauso. "Num concerto, fico irritado se alguém tosse ou se um celular toca. Mas no metrô as minhas expectativas diminuíram. Fiquei agradecido pelo mínimo reconhecimento, mesmo um simples olhar", acrescentou.

Diretor da National Gallery, não se surpreende: "A arte tem de estar em contexto". E dá um exemplo: "Se tirarmos uma pintura famosa de um museu e a colocarmos num restaurante, ninguém a notará".


E aqui o link original do Washington Post:
http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2007/04/04/AR2007040401721.html "



Aniversário

Aniversário de Júlio em Junho
Grande e famigerado Júlio
Cerveja, boas cachaças e vinho de procedência.
Carneiro assado, leitoa a pururuca, frango ao molho pardo.
Canjiquinha com costelinha taioba rasgada e ora-pro-nobis.

Salada de frutas, laranja Serra d'água.
Geleia de jaboticaba, pão de queijo quentinho.
Doce de leite, queijo fresco, broa de fubá.
Pausa, relaxa, boa música. Prosa e chá.
Começa tudo de novo.

Tempera com cheiro de mato, cachoeira, céu de lua nova, perfume de jasmim.
Põe bastante lenha no fogão. Esquenta, retoma.
Cerveja, boas cachaças, esquece o vinho.
Fogueira, batata na brasa, afinal depois , logo ali, vem São João.

Assim, amigo e famigerado Júlio feliz aniversário e tudo de bom
De coração, amigo de coração.




(Billy)

terça-feira, junho 19

Photoshop

O poder do Photoshop

Com certeza também na web "nem tudo que reluz é ouro"
apesar da inadequação gramatical pouco percebida contida na expressão.




Arauto Poético Musical

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segunda-feira, junho 18

Notícias da Prefeitura



Laboratório faz controle de escorpiões

A Prefeitura Municipal de Uberlândia, por meio do Laboratório de Animais Peçonhentos da Secretaria de Saúde, desenvolve há 24 anos não só o manejo de escorpiões, como também pesquisas de produtos químicos (venenos) para controle desses aracnídeos.

O Laboratório tem todo o mapeamento da fauna escorpiônica do município e um banco de dados com todos os detalhes das visitas realizadas há mais de duas décadas de trabalho sistematizado. Na cidade, até o momento já foram identificadas cinco espécies de escorpiões, das quais três são de importância médica. O escorpião amarelo (Tityus serrulatus) é considerado o mais perigoso, tem aproximadamente 7 cm quando adulto, e pode causar acidentes graves ao ferroar; em seguida, em escala de periculosidade, aparece o escorpião marrom (Tityus bahiensis) . Recentemente foi identificado no município mais uma espécie de importância médica, o Tityus fasciolatus, que é marrom com listras nas costas. Na cidade inteira são encontrados escorpiões, sendo que o amarelo é encontrado principalmente no centro e nos bairros Martins, Cazeca, Brasil, Aparecida e Fundinho.

O escorpião precisa de água, alimento e abrigo. Em nossa cidade eles ficam predominantemente nas galerias de esgoto e em acúmulos de entulhos e a sujeira é o abrigo perfeito desses animais, por isso é necessário que cada pessoa faça sua parte, realize toda a limpeza necessária, utilize efetivamente o lixo e vede os ralos de casa. Segundo William H. Stutz, médico veterinário sanitarista, coordenador técnico do Laboratório, cada cidadão é responsável pelo lixo que produz e dono dele, por isso deve dar-lhe a destinação correta. “O trato com seu lixo e o respeito pelo coletivo são alguns dos fatores determinantes do grau de civilidade de um povo”, afirma.

A época de maior incidência de escorpiões corresponde ao período chuvoso, quando as galerias inundam, desalojando-os. Além das ruas, terrenos públicos e particulares, beiras de córregos têm sido usadas como depósito irregular de entulhos, resíduos orgânicos e compostos. A Prefeitura tem notificado freqüentemente os proprietários de terrenos particulares, uma vez que a limpeza é de sua responsabilidade. O terreno abandonado, além de servir para acúmulo de lixo, tem sido alvo de queimadas, ocasionadas por ação humana, provocando a invasão, nas residências mais próximas, além do escorpião, de animais como rato, mosca, barata e até mesmo cobra.

Mensalmente, são retirados das centrais e de bairros da cidade, mais de 6.000 metros cúbicos de entulho pelo Mutirão Cidade Limpa, que pega lixos domésticos, pneus, animais mortos, sofás e pedaços de árvores, deixados pelos carroceiros e pela população.

Ao encontrar um escorpião a pessoa deve ligar para o Laboratório (3255-3028), cujos os agentes vão até o local identificar a espécie, como o animal adentrou o imóvel , os possíveis locais onde estão se abrigando e procriando . Eles orientam como a pessoa deve fazer para evitar uma nova entrada desses animais. Se necessário, pode-se "abrir" o quarteirão inteiro e visitar todos os imóveis. São feitas em média 15 visitas por dia e se for preciso visitar as casas do quarteirão inteiro, pode - se chegar a 40 visitas diárias. São nove funcionários que fazem esse trabalho.

Há 14 anos, toda sexta-feira, os agentes fazem a captura ativa de escorpiões especificamente nos cemitérios, locais que oferecem todas as condições ambientais para favorecem a presença dos escorpiões. Por isso, junto com eles a Secretaria de Serviços Urbanos faz a limpeza diária do local.

A reprodução desses animais é rápida, o escorpião amarelo é uma máquina perfeita de evolução de uma espécie e de perpetuação, pois só existem fêmeas, e o número de filhotes pode chegar a 25 por parição, podendo ocorrer até duas por ano. A reprodução dos escorpiões amarelos se dá por partenogênese.

Além de todos os trabalhos realizados pelo laboratório, os agentes ministram palestras em escolas, feiras de ciência, SIPATs e outros eventos, levando informações sobre o comportamento dos escorpiões e sobre medidas eficazes de como se evitar a sua presença. Uberlândia é referência nacional em manejo de animais peçonhentos tanto que aqui são capacitados municípios de todo o Brasil. A meta atual é a capacitação de todos os municípios do estado de Minas Gerais. Por solicitação da Coordenação Estadual de Animais Peçonhentos da Secretaria de Estado da Saúde (SES), já passaram por este treinamento 48 municípios e o cronograma de treinamentos dos demais está em fase elaboração.

Técnicos do Laboratório de animais peçonhentos de Uberlândia, em conjunto com técnicos da SES e da Prefeitura de Belo Horizonte, elaboraram um manual de manejo de escorpião, que será distribuído em todo o Brasil.

Em caso de picada, a pessoa deve procurar orientação médica com urgência. Em crianças, idosos e pessoas alérgicas, os acidentes tendem a ser mais graves, podendo inclusive levar à morte.
Laboratório de Animais Peçonhentos da SMS - fone – 3255-3028

Foto: Tityus serrulatus de Marina F. Mineo

Fonte:
Secretaria Municipal de Comunicação Social
Av. Anselmo Alves dos Santos, 600 – Uberlândia / MG
Fones: (34) 3239-2684 / 2441 / 2883