William H. Stutz
carregada da raiz ao céu
jabuticabeira agradece
primeira chuva das flores
28.08.2006
(Com dedo da amiga Ly, organizadora de idéias)
"Se for falar mal de mim me chame, sei coisas horríveis a meu respeito" (Clarice Lispector)








Mundo cinza, sem cor, sem brilho mundo mudo sem som ou vento fechado em quarto escuro sem janela.
Apenas o caos o silêncio e muito, muito sofrimento
Mundo cinza sem vida, sem amor.
Áspero sem cânticos ou simples canção.
Sem céu, sem estrelas ou lua, escuro.
Apenas amarga, profunda e inimaginável solidão.
Não meu mundo
Meu mundo é brando e leve é alvo
é límpido como a mais recente e fresca neve.
Janela de um estonteante azul céu, límpido e musical
por ela, sempre a adentrar o aconchegante aclarar matinal.
O meu mundo? Meu mundo é a janela!
Sempre aberta, sem paredes ou quarto.
Hoje sobre o mar amanhã sobre a terra.
Janela multicolorida sem dono, dolo ou fechadura
Meu mundo minha janela, está sempre pronto a se abrir.
Bastando amiga, é simples, um sincero afago ou a mais leve candura

Um outro recomenda mão de ferro e a utilização das multas, onde, vejam só, os mosquitos forem "encontrados".Multar os donos de imóveis onde o “mosquito for encontrado” seria multar todo mundo, pois um bom pé de vento espalha o bicho para longe e para todos os lados. Não seria mais adequada uma ação intensificada onde fossem encontrados criadouros persistentes? Inclusive com a aplicação de multas para os casos onde soluções não fossem tomadas?
Uma bem-intencionada sugestão apresentada foi a de se criar a obrigatoriedade de murar terrenos baldios. Minha opinião:
Justifico, experiência própria: alguns continuarão a jogar lixo por cima dos muros, e criadouros de tudo quanto há ficarão escondidos dos agentes de saúde, que impossibilitados até por força de lei a adentrar locais fechados, não terão chance alguma de evitar que, aí sim, se espalhem incólumes pragas piores do que aquelas sete apocalípticas.
Saudável e bom debate, que através dele possamos contribuir para a construção de um país melhor, mais agradável e mais tranqüilo de se viver.